Primeiro Dia – 10/04/2004

Realizado: desmontar, avaliar o estado e relacionar compras e serviços a serem feitos como: revestimentos, cromeação, limpeza, compra de peças danificadas que não poderiam ser recuperadas.

Aqui começa a brincadeira

Do mesmo jeito que o instrumento estava, foi montado na minha sala e com prazer eu dava boas "marteladas" nos tambores sem nenhum problema. Embora eu soubesse que faltava muita coisa e que o estado dela fosse "capenga", eu estava satisfeito com o som e de poder tocar o instrumento tentando decifrar o conteúdo de variados estilos musicais.

Motivado pelo pedido de minha esposa alegando que o estado da "peça" não combinava com a nossa sala e como eu NUNCA estou satisfeito, um dia resolvi desmonta-la e meter a mão na massa.

Levei tudo para casa de meu pai que tem um quintal maior e todo o maquinário para o serviço numa oficina equipada.

A Oficina

Bancada 1

…Tá bom que não é aquela oficina moderna mas tudo funciona muito bem e com algumas adaptações e reconstruções dá pra fazer de tudo um pouco, e eu espero que na minha próxima casa tenha um espaço pra minhas ferramentas. E junto da bancada está o meu mestre e faz tudo: MEU PAI.

Papai com a fórmica que comprei

Embora essa cara de mau, ele se empolga todo quando eu chego com novos desafios. Me ensinou tudo que sei sobre ferramentas, marcenaria, construção, encanamento, elétrica e muito mais coisas no decorrer de minha vida que foi junto das ferramentas…eu cresci mexendo nelas.

Itens da Oficina

Eis a dita cuja :

bateria desmontada: 4 tambores prontos para lixar mais um aro.

Quatro tambores: bumbo (maior), surdo(do meio) e 2 tons (menores). Após removido o revestimeto anterior de PVC aparece esse tipo de massa branca que precisa ser removida com a lixadeira.

Lixando

Lixando o bumbo com a rotoorbital

Lixando o surdo

lixando: detalhe

Revestimento

Este item é muito importate pois pode mudar por completo a ressonância e a sonoridade dos tambores. O que "faz o som" da bateria é a ressonância da madeira ( 80%) juntamente com a pele. Por isso que o tipo de madeira e a qualidade da mesma são fatores importantes na confecção dos tambores.

Veja mais sobre caracteristicas de madeira …

Veja também o Banco de Imagens de Revestimentos e pinturas…

No meu caso optei por revestimento fórmico comum PRETO BRILHANTE, embora um outro tipo mais fino seria o adequado pois se molda mais ao formato do tambor, porém com restrições com relação aos padrões de cor e textura. Pode-se encontrar o produto em revendas de materiais para marceneiros.

Existem muitos outros tipos de revestimento que na maioria são importados. Podem ser:

  • Fórmica comum (como o que usam em cozinhas)
  • Fórmica melamina (mais fino)
  • Lâmina de madeira natural
  • Lâmina de PVC importada
  • Pintado – laqueado (row-to passo a passo)
  • Encerado (madeira natural)

Pronto para aplicar

Vamos começar pelos toms que ficaram neste estado após o lixamento:

Tom lixado

Próximo passo: diensionar na folha grande de fórmica os cortes para cada tambor. O corte é parte complicada e requer muita experiência para tal, pois se não for feito adequadamente, pode trincar o revestimento (o corte é feito no verso da folha onde vamos passar a cola).

A cola: de contato para madeira, muito conhecida pela marca de um dos fabricantes (Cascola) requer experiência na aplicação. Aplica-se nas duas partes a serem unidas, deixar secar por mais ou menos 10 a 15 minutos para que atinja o poder de adesão, caso contrário apareceram bolhas na colagem e posterior descolamento dependendo do tipo de material colado.

Tom colando

Tom revestimento

Tom plastco

Defeito na hora de aplicar

Segundo tom:

Segundo tom

Foram usados muitos sargentos (clamps) para segurar o revestimento enquanto a cola seca (temos 7 disponíveis e houve momentos que pensamos em ter mais…)